Sentimentos,
Que sentimento poderemos ter nós hoje, nós portugueses!!!!!!!!!!!!!
Hoje que olhamos e sentimos a perda de três personalidades importantes na nossa história recente.
Nós que vimos!
Vimos e ouvimos tantas vezes falar neles..........
Nós que sabemos que eles tiveram uma influencia tão grande na politica, na cultura e na sociedade em geral.
Não estamos a falar em meras personalidades demagogas, que se apresentam nas televisões a comentar algo, muitas vezes sem terem a minima ideia do que é estar do outro lado, falam como que senhores de toda a verdade, intelectuais das audiências!!!!......
Assistimos nestes ultimos dias á morte de Vasco Gonçalves, de Eugénio de Andrade e de Alvaro Cunhal. É certo que nem toda as pessoas concordavam com os seus ideais, principalmente falando de Cunhal.
Mas nesta data não deveriamos todos comungar da mesma opinião, de que ele foi um dos grandes obreiros do regime em que hoje vivemos?
Não foi ele um daqueles que deu o corpo ao manifesto?
Pois foi, não foi um simples demagogo a falar mal do que se passava naqueles tempos, foi um lutador, foi um resistente, foi um guerrilheiro de palavras e um poeta de actos, alguém que não se manteve na secretária a escrever, veio escrever para a rua as palavras da esperança.
Falo de alguém que nos deixou uma herança, não política, mas a herança de como um homem deve ser, subjugando o próprio corpo e mente ás suas ideias, nunca as renegando. A herança de que fazer política é para beneficio comum e não para beneficio próprio. que um político deve trabalhar para o bem comum e não para o seu bem ou para o bem de meia duzia.
Pois quem hoje não comunga deste sentimento, quem hoje diz que não foi alguem que lutou por um futuro melhor, quem hoje afirma que ele só regressou a portugal para criar uma nova ditadura, pois são esses que nunca quiseram Abril e que vivem com a democracia enfiada na garganta. Pois bem vistas as coisa são os mesmo que estavam a tentar aos poucos criar um novo facismo, dissimulado é verdade, mas não deixava de ser um novo facismo.
Meus Senhores (Vasco, Eugénio e Cunhal),
Um muito bem haja de todos nós que graças a vocês e a outros mais, vivemos hoje num Portugal melhor.
Mas não se esqueçam, que mesmo aí de cima onde se encontram, de olhar por nós, pois se foram lutadores há 30 anos atás, continuem daí a se-lo também, porque se há 30 anos precisámos de vocês, creio que agora ainda precisamos mais.